terça-feira, 30 de novembro de 2010

tudo ke e bom dura pouco

Tudo que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível, como já disse alguém. Não pretendo duvidar. Cada momento que passei durante este tempo foram curtidos, vividos, sentidos. Mas o que realmente dói é saber que me fez tão bem, e que agora acabou , assim,  sem nem eu dar por mim. De uma hora para outra, algo se perde no meio do caminho, as diferenças falam mais alto sem nem dar tempo você piscar, e quando você vê, está mais uma vez, quebrando a cara. Não tem doutorado em desilusões  que explique isso, aconteceu. Acontece. E mais uma vez a gente se engana. A gente sofre.

De repente a presença passa a ser ausência. O telefone já não toca mais. As mensagens diárias no celular ficam só na vontade. Os dias se tornam mais compridos. O porta-retrato na estante tem que ser retirado. O afeto confortante cede lugar ao silêncio. A gente tenta se ocupar como pode, e o coração não sossega porque as lembranças estão ali vivas na sua frente. Talvez mais presentes do que nunca.

O que incomoda é a saudade. É a certeza do nunca mais. É ter que chamar do dia pra noite ,de amigo, a quem alguns dias atrás tava chamando de amor. É saber que não poderemos desfrutar mais das conversas diárias,  dos abraços, dos beijos, dos carinhos que pouco a pouco nos conquistam. É ter que bancar a forte para não parecer a frágil. É tentar esconder as lágrimas que surgem do nada, dos nossos olhos. Não é nada fácil.